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Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Müller – ‘Lefebvrianos são cismáticos de facto’, o fundador da Teologia da Libertação ‘sempre foi ortodoxo’

Qualquer pessoa em sã consciência, em seu
juízo perfeito, com isenção e livre de tendenciosidade que confronte os
escritos de Gutiérrez com a multimilenar doutrina da Santa Igreja simplesmente
ficará de cabelo em pé com a heterodoxia daquele e verá de forma incontestável
o quão distante está a possibilidade do qualificativo “ortodoxo” poder ser-lhe
aplicado com honestidade e razão de ser. Uma mesma análise da obra de Dom
Lefebvre permite perceber que ali não há um milímetro sequer de distanciamento
de tudo aquilo que milenarmente a Santa Igreja sempre pregou e ensinou.
Ou
seja, ele não estabeleceu nenhuma doutrina e hierarquia paralela ou diferente
que de fato configurasse um real estado de cisma. E isso foi já exaustivamente
debatido e demonstrado. Por conseguinte, se é então obrigado a concluir que a
única possibilidade de Gutiérrez ser Ortodoxo se dá não no âmbito da Santa
Igreja, mas sim no da igreja conciliar a mesma em relação a qual os “lefebvrianos”
de fato não se acham mesmo em comunhão. Que cada um pese bem de que lado está e
tome muito cuidado, pois o “deslumbramento” pode levar a equívocos, de consequências
nada deslumbrantes…
[COMENTÁRIO DE UM LEITOR]

*** * ***


Por Rorate Caeli –
Tradução: Fratres in Unum.com: De
uma entrevista concedida pelo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé,
Arcebispo Gerhard Müller, ao diário italiano Corriere della Sera, publicada
neste domingo:

Com
a falha nas discussões [doutrinais], qual é a posição dos lefebvristas?



“A excomunhão canônica devido à ordenação
[episcopal] ilícita foi levantada dos bispos, mas permanece a [excomunhão]
sacramental, de facto, para o cisma; porque eles se distanciaram da
comunhão com a Igreja. Isso posto, não fechamos a porta, jamais, e os convidamos
à reconciliação. Porém,
eles também
precisam mudar a sua abordagem e aceitar as condições da Igreja Católica, e o
Supremo Pontífice como o critério último de adesão” [SIC! SIC! SIC!].



O
que o senhor pode dizer sobre o encontro entre Francisco e [Pe. Gustavo]
Gutiérrez em 11 de setembro?


“As correntes teológicas passam por momentos difíceis, as coisas são
debatidas e esclarecidas. Contudo, Gutiérrez sempre foi ortodoxo. Nós,
europeus, precisamos superar a noção de sermos o centro, sem, por outro lado, nos
subestimarmos.