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O REINO DO CÉUS É DOS VIOLENTOS

Em
Roussay, “durante o sermão contra a intemperança, tão grande era a
algazarra no albergue vizinho, que o missionário, descendo do púlpito, para lá
se dirige incontinenti. Imitando o gesto de Jesus no Templo de Jerusalém,
derruba as mesas, atropela os circunstantes que fogem. Dois homens tentam
resistir, mas o Santo, que com toda a facilidade punha uma barrica cheia sobre
os joelhos, agarra-os com vigor, empurra-os para fora, ameaçando-os com uma
punição mais severa se reincidissem” (p. 278).
 

“A missão [de La Chère] continuava. Novo Vicente Ferrer, Montfort semeia
prodígios. Desgraçado de quem lhe resiste: é punido de imediato. A doença e a
saúde se acham em suas mãos”. (p. 187). 

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 O REINO DO CÉUS É 
DOS VIOLENTOS




 (Da vida de São
Luís Maria Grignion de Montfort, pelo padre Louis Le Crom)


“Um dia, na
Place Royal, ouviu um oficial blasfemar o santo Nome de Deus. Dirigiu-se a ele
energicamente, tratou-o de desgraçado, embora ele estivesse com outros
oficiais, e incutiu-lhe tal temor, que o obrigou a imediatamente pedir perdão a
Deus e a beijar a terra. O episódio vos pareceria incrível se tivésseis
conhecido o oficial” (p. 135).
 

Durante uma missão em Nantes, penetra em um botequim mal afamado e “para
mostrar de quem é lugar-tenente, o padre põe-se de joelhos no meio da malta
frenética e reza uma Ave-Maria. Depois, levantando-se, toma os instrumentos de
música, quebra-os contra o chão, derruba as mesas, em uma confusão geral de
copos e garrafas. O estupor é geral. Alguns resistem e desembainham a espada.
Com um gesto trágico, o Santo avança diretamente para eles, o terço em uma das
mãos e o crucifixo na outra. Um resto de fé faz recuar esses infelizes e,
apavorados por tal visão, fogem seguidos de todo o bando” 
(p. 223).

“Em Saint-Pompain havia o mau hábito de realizar feiras [festivas] aos
domingos (…). Montfort (…) organizou uma procissão guerreira, e, entoando
cânticos, as crianças, as virgens, os penitentes, todos os fiéis, se lançaram
ao assalto das prateleiras dos mercadores e da comédia dos dançarinos.
Desconcertado, o inimigo fugiu. O padre de Montfort teria composto um
cântico que recorda esse fato” (p. 355).

Em Roussay, “durante o sermão contra a intemperança, tão grande era a
algazarra no albergue vizinho, que o missionário, descendo do púlpito, para lá
se dirige incontinenti. Imitando o gesto de Jesus no Templo de Jerusalém,
derruba as mesas, atropela os circunstantes que fogem. Dois homens tentam
resistir, mas o Santo, que com toda a facilidade punha uma barrica cheia sobre
os joelhos, agarra-os com vigor, empurra-os para fora, ameaçando-os com uma
punição mais severa se reincidissem” (p. 278). 

“A missão [de La Chère] continuava. Novo Vicente Ferrer, Montfort semeia
prodígios. Desgraçado de quem lhe resiste: é punido de imediato. A doença e a
saúde se acham em suas mãos”. (p. 187). 

Em Saint-Christophe, o casal Tangaran destrata o Santo, que os incitava a
restituir certos bens alheios: “Então o homem de Deus deu-lhes a lição
merecida: ‘Ambos estais apegados aos bens da terra e desprezais os do céu.
Vossos filhos não terão êxito na vida, nem deixarão posteridade; caireis na
miséria e não tereis sequer com que pagar vosso enterro’. – ‘Ora, retrucou a
mulher, sempre nos ficarão algumas moedas para o dobre de finados’. – ‘E eu vos
digo, respondeu o Santo, que não sereis honrados com o toque de sinos em vosso
enterro’. A profecia se realizou ao pé da letra. Os dois filhos dos Tangaran,
ambos casados, não deixarão posteridade. Crivados de dívidas, Tangaran e sua
mulher morreram em uma quinta-feira santa: ela em 1730, ele em 1738; e os dois
foram sepultados numa sexta-feira santa, único dia do ano em que os sinos não
tocam”. (p. 270). 

Na missão de Esnandes, no momento de ser implantada a Cruz, marinheiros faziam
festa numa hospedaria vizinha. “O Santo procurou apelar para a consciência
do dono do albergue: trabalho perdido. Então, dominado por uma emoção
sobrenatural, disse em tom profético a esse ímpio: ‘Infeliz! Tu perecerás
miseravelmente, tu e toda a tua família’”. A profecia se cumpriu, a tal
ponto, que a casa passou a ser conhecida como o ‘Albergue da Maldição’, e, “quando
ruiu, mandou-se benzer a nova construção para afastar a maldição do servo de
Deus” (p. 273). 

(Padre Louis Le Crom, Um Apôtre Marial – Saint Louis-Marie Grignion de
Montfort, Ed.Librairie
Mariale, Pont-Chateau, s. d.)



Fonte: Texto retirado do antigo blog odioaheresia
Postado por Bernardo Maria às 08:24:00