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Milicianos da ‘República Popular de Donetsk’ beijam ícone de Putin. Um cristianismo adulterado, posto a serviço de uma ambição anticristã



DESTAQUE
Vladimir Putin “brinca com fogo” no leste da Ucrânia, escreveu o filósofo francês Bernard-Henri Lévy para o “The New York Times”.
“A esse mundo do crime soturno, sem estrutura ou disciplina, a esses baderneiros indômitos que só conhecem a lei da selva e constituem um novo estilo de tropa sem uma mínima ideia da guerra, cujas leis, Deus é testemunha, desconhecem em absoluto, a essa coleção heterogênea o presidente Putin entregou um arsenal aterrador, com o qual esses soldados amadores não estavam familiarizados e com o qual vêm brincando como crianças com fogos de artifício.
“A Rússia distribuiu grandes quantidades de armamento pesado aos separatistas e os treinou para utilizar o sistema de mísseis SA-11, do gênero que se acredita ter sido empregado para derrubar o voo MH 17 da Malaysia Airlines”.
Quando escreveu isso, Lévy não pensava na América Latina e no quanto certas gangues e/ou organizações criminosas de narcotraficantes ou de ideologias social-progressistas estão predispostas a tentar em nossos países análogas ‘proezas’ anárquicas, seguindo o modelo de Putin.

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Putin,
o “espírito de Munique”  e a tragédia prevista em Fátima



Milicianos da ‘República Popular de Donetsk’ beijam ícone de Putin. Um cristianismo adulterado, posto a serviço de uma ambição anticristã.


Vladimir Putin
“brinca com fogo” no leste da Ucrânia, escreveu o filósofo francês
Bernard-Henri Lévy para o 
“The New
York Times”
. Lévy criou a imagem de pensador
radical da esquerda chique, não podendo ser tido como um conservador ou
direitista.

Na teoria Lévy não está tão longe do pensamento que justifica Putin, porém na
prática está espantado com os crimes que estão sendo cometidos até com ar de
“cristianismo” pelo chefe do Kremlin.

Para ele, Putin “mobilizou os piores
elementos existentes na região: criminosos, ladrões, estupradores,
ex-presidiários e vândalos e os transformou numa força paramilitar”.

Os comandantes que seguem as instruções de Putin devem matar ou afugentar
intelectuais, jornalistas e autoridades morais em Donetsk e Lugansk, acrescenta
o filósofo, que entretanto omite a perseguição anticatólica e contra todo
religioso não submisso ao Patriarcado de Moscou.

Para Lévy, as milícias separatistas pró-russas constituem um exército de
agitadores que toma conta e destrói prédios públicos, hospitais, escolas e
prefeituras do país que pretende liberar.

Segundo o autor, Putin permitiu a consolidação de “uma verdadeira guerra de
gangues”, que em certa medida ele não controla plenamente, pois umas se
voltaram contra as outras numa anarquia que faz pensar nos piores momentos do
caos feudal.

 

Mercenários em estado de ebriedade se gabam de matar ucranianos
“A esse mundo do crime soturno, sem estrutura
ou disciplina, a esses baderneiros indômitos que só conhecem a lei da selva e
constituem um novo estilo de tropa sem uma mínima ideia da guerra, cujas leis,
Deus é testemunha, desconhecem em absoluto, a essa coleção heterogênea o
presidente Putin entregou um arsenal aterrador, com o qual esses soldados
amadores não estavam familiarizados e com o qual vêm brincando como crianças
com fogos de artifício.

“A Rússia distribuiu grandes quantidades de armamento pesado aos separatistas e
os treinou para utilizar o sistema de mísseis SA-11, do gênero que se acredita
ter sido empregado para derrubar o voo MH 17 da Malaysia Airlines”.


Lévy tenta imaginar a gangue vitoriosa comemorando seu troféu, os oficiais
russos destinados pelo Kremlin para supervisionar esses mísseis, e a
consternação destes quando o autoproclamado ministro da Defesa da República de
Donetsk se atribuiu a responsabilidade de abater um avião militar ucraniano que
acabou sendo o MH-17.

 

Fivela de mercenário pró-Putin


O filósofo verbera com paixão a atitude dos
pró-russos que deixaram os corpos das vítimas abandonados nos campos ou
amontoados em vagões mal refrigerados, que exportaram para a Rússia restos
possivelmente comprometedores, e pilharam os objetos de valor dos corpos das
vítimas.

Quando escreveu isso, Lévy não pensava na América Latina e no quanto certas
gangues e/ou organizações criminosas de narcotraficantes ou de ideologias
social-progressistas estão predispostas a tentar em nossos países análogas
‘proezas’ anárquicas, seguindo o modelo de Putin.

Para o filósofo, em todo caso estamos diante de crimes contra a humanidade,
resultantes de uma estratégia de guerra nova promovida pelo chefe máximo do
Kremlin.

Em face dessa ofensiva que faz do crime organizado uma tropa de choque regular,
o autor francês acena para a obrigação moral de tirar as consequências.

Moralmente, como pode a França, país natal de Lévy, entregar à Rússia dois
porta-helicópteros da classe Mistral? Transformar-se-ão eles na ‘joias da coroa
da frota russa diante da Sebastopol invadida e, quiçá, de um outro porto
ucraniano?

Lévy aponta outros sinais desalentadores de claudicação na União Europeia
diante do comandante da imoral ofensiva russa.

Para ele, a atitude de apaziguamento, condescendência e até bajulação de certos
representantes europeus em face de Putin, se chama “espírito de Munique”.


Charmberlain, Daladier, Hitler, Mussonlini e Ciano após a assinatura do Acordo de Munique. Falso espírito de paz preludiou a pior das guerras. Obama e a UE parecem optar por análoga entrega diante de Putin.
O mesmo espírito que, em 1938, preludiou a imensa
tragédia da II Guerra Mundial.

Para ele, esse espírito é um estigma.

Estigma, acrescentamos, que atrai horizontes sombrios como os de 1938 sobre os países
liderados por populistas enamorados de Putin.

Esse horizonte apavorante pode ser concluído com base na história humana. Mas,
se considerarmos a dimensão moral dos movimentos presentes diante de Deus, o
que dizer?

Os terríveis dias futuros para os quais Nossa Senhora acenou em Fátima e o
papel que neles teria a Rússia revolucionária, fazem com que a ‘manobra Putin’
ganhe toda a sua dimensão.