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Governo chinês intensifica esforços para estabelecer ‘cristianismo nacionalista’


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“É um sinal
muito negativo que mostra realmente que o governo chinês quer controlar ambas
as construções físicas e a doutrina cristã que se ensina nesses lugares”,
indicou Sooyoung Kim, diretora regional do International Christian Concern para
o sudeste asiático em Washington, ao grupo 
ACI em 12 de
agosto.

“Sinto-me muito
esperançada pelos fiéis desta terra. Eles dizem que querem lutar, lutar até o
final”, afirmou Kim. “Eles não estão seguros de poder manter elevada
a cruz física, mas estão convencidos de que têm que ser fiéis e não ter medo da
injustiça”.

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Partido comunista da China retira cruz de Igreja. 

BEIJING, 21 Ago. 14  (ACI/EWTN
Noticias
).- O governo chinês anunciou que aumentará
seus esforços para promover e desenvolver uma teologia cristã nacionalista,
para exercer um maior controle sobre a população.

Em 7 de agosto, o jornal People Daily informou que o diretor da Administração
Estatal de Assuntos Religiosos da China, Wang Zuoan, anunciou que as
autoridades locais trabalharão mais para promover a teologia cristã Chinesa que
está de acordo com a “condição nacional da China”.



Soldados do partido comunista sendo doutrinados, desde cedo, pela pior das doutrinas: o marxismo. Imagem meramente ilustrativa.

“É um sinal muito negativo que mostra realmente que o governo chinês quer
controlar ambas as construções físicas e a doutrina cristã que se ensina nesses
lugares”, indicou Sooyoung Kim, diretora regional do International
Christian Concern para o sudeste asiático em Washington, ao grupo ACI em 12 de
agosto.

Este anúncio surge como resultado de uma campanha “anti-igreja” realizada na província de Zhejiang, zona conhecida como a
“Jerusalém da China”, onde mais de 360 templos foram parcial ou
totalmente demolidos, incluindo a igreja cristã de Sanjiang cujas obras de construção
terminaram no ano passado.


Em 13 de agosto, a cruz da igreja da Salvação de Shuitou, localizada na cidade
de Wenzhou, foi arrancada após quase dois meses de vigília na qual os cristãos
se mantiveram no lugar para protegê-la. Em uma tentativa anterior de tirar a
cruz, conhecida como a Cruz JuiEn, a polícia agrediu os cristãos com barras de
ferro, deixando pelo menos quatro deles com ferimentos graves.


Kim assegurou que estes ataques foram feitos com a desculpa de ser um projeto
de embelezamento urbano mediante a destruição ou modificação de edifícios
considerados como estruturas ilegais. Entretanto, muitas destas Igrejas estavam
aprovadas pelo estado e não existe uma lei que proíba as cruzes nos edifícios.


Os funcionários do governo “já realizaram algo parecido em edifícios
seculares, mas existe uma grande desigualdade na quantidade de Igrejas e cruzes
que foram eliminadas em comparação aos edifícios seculares”, expressou
Kim.


Enquanto as Igrejas construídas em casas ou as Igrejas não registradas,
registraram um aumento na perseguição desde 2008, os atuais ataques contra as
Igrejas aprovadas pelo governo não têm precedentes.


“O governo quis repreender às Igrejas subterrâneas porque é consciente do
rápido crescimento do cristianismo e que isso está saindo do controle”,
assinalou Kim. O “governo chinês sempre é muito sensível ante qualquer
percepção de ameaça a seu poderio, seja ela ideológica ou de outra
índole”.


“Esta é a primeira vez que vimos uma ofensiva massiva contra as Igrejas
por parte do governo e muitas pessoas se perguntam o que está
acontecendo”.


É muito difícil que a destruição das Igrejas e a eliminação das cruzes na
província de Zhejiang terminem em curto prazo, advertiu Kim. “Estamos
acompanhando muito de perto este assunto e até agora todos nossos contatos
disseram que não há sinal algum de um cesse imediato”.


International Christian Concern lançou uma petição ao governo chinês para que
coloque fim à eliminação das cruzes e à demolição das Igrejas, posto que estas
ações são ilegais segundo a Constituição da China. A organização planeja
entregar a petição ao embaixador CuiTiankai.


Apesar da perseguição religiosa que enfrentam muitos cristãos chineses, Kim
expressou sua esperança e fé, inclusive quando a cruz física está sendo arrebatada.


“Sinto-me muito esperançada pelos fiéis desta terra. Eles dizem que querem
lutar, lutar até o final”, afirmou Kim. “Eles não estão seguros de
poder manter elevada a cruz física, mas estão convencidos de que têm que ser
fiéis e não ter medo da injustiça”.



Fonte: ACI Digital