Associação
de homossexuais católicos portugueses saúda o anúncio do Vaticano de questionar
as conferências episcopais sobre a contracepção, o divórcio e o casamento entre
pessoas do mesmo sexo.
de homossexuais católicos portugueses saúda o anúncio do Vaticano de questionar
as conferências episcopais sobre a contracepção, o divórcio e o casamento entre
pessoas do mesmo sexo.
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Reuters/Tony Gentile O Papa Francisco continua a
revelar a intenção de permitir uma maior
abertura na Igreja Católica. |
A Rumos Novos – Associação Homossexual
Católica portuguesa congratulou-se hoje com a “atitude sem
precedentes” do Vaticano ao questionar de uma forma “franca e
aberta” as conferências episcopais sobre o divórcio, o casamento homossexual
e a contracepção.
Católica portuguesa congratulou-se hoje com a “atitude sem
precedentes” do Vaticano ao questionar de uma forma “franca e
aberta” as conferências episcopais sobre o divórcio, o casamento homossexual
e a contracepção.
No âmbito da preparação para o sínodo
sobre a família que decorrerá em 2014, o Vaticano enviou às conferências de
todo o mundo um inquérito, que aborda temas que, por vezes, dividiram a igreja
católica, como a proibição do uso de contracepção, a possibilidade de um
católico divorciado voltar a casar-se ou receber a comunhão e o número de
jovens que optam por viver juntos antes de se casarem.
sobre a família que decorrerá em 2014, o Vaticano enviou às conferências de
todo o mundo um inquérito, que aborda temas que, por vezes, dividiram a igreja
católica, como a proibição do uso de contracepção, a possibilidade de um
católico divorciado voltar a casar-se ou receber a comunhão e o número de
jovens que optam por viver juntos antes de se casarem.
“Numa atitude sem precedentes, o
Vaticano acaba de pedir aos bispos de todo o mundo que perguntem aos fiéis qual
a sua opinião sobre os ensinamentos da igreja no que concerne à contracepção,
ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e ao divórcio”, afirma a
Rumos Novos, num comunicado enviado à agência Lusa.
Vaticano acaba de pedir aos bispos de todo o mundo que perguntem aos fiéis qual
a sua opinião sobre os ensinamentos da igreja no que concerne à contracepção,
ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e ao divórcio”, afirma a
Rumos Novos, num comunicado enviado à agência Lusa.
“Coração
cheio de júbilo”
cheio de júbilo”
A associação refere que “é com o
coração cheio de júbilo” que os homossexuais católicos portugueses recebem
esta notícia.
coração cheio de júbilo” que os homossexuais católicos portugueses recebem
esta notícia.
“Como católicos, não podemos
deixar de reconhecer a atuação do Espírito Santo [SIC! SIC! SIC!] no seio da sua igreja, pois é a primeira vez que o
Vaticano pediu tal tipo de opiniões aos católicos de base, pelo menos desde o
pós-Vaticano II”, observa.
deixar de reconhecer a atuação do Espírito Santo [SIC! SIC! SIC!] no seio da sua igreja, pois é a primeira vez que o
Vaticano pediu tal tipo de opiniões aos católicos de base, pelo menos desde o
pós-Vaticano II”, observa.
A Rumos Novos sublinha que esta
“notícia é tanto mais importante” tendo em conta algumas posições
críticas tomadas pelo atual papa, quando ainda era primaz da Argentina, sobre
os homossexuais e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
“notícia é tanto mais importante” tendo em conta algumas posições
críticas tomadas pelo atual papa, quando ainda era primaz da Argentina, sobre
os homossexuais e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Para a associação, este inquérito
representa também “um forte compromisso com o Vaticano II, que desafiou a
Igreja a escutar os sinais dos tempos, para poder evangelizar de forma capaz,
como Cristo ensinou”.
representa também “um forte compromisso com o Vaticano II, que desafiou a
Igreja a escutar os sinais dos tempos, para poder evangelizar de forma capaz,
como Cristo ensinou”.
Realça ainda a
“abordagem franca, aberta e com espírito de partilha”, em que,
“finalmente, a hierarquia católica não se inibe de falar de união civil,
casamento entre pessoas do mesmo sexo e adoção por casais de pessoas do mesmo
sexo, sem ser para os condenar”.
“abordagem franca, aberta e com espírito de partilha”, em que,
“finalmente, a hierarquia católica não se inibe de falar de união civil,
casamento entre pessoas do mesmo sexo e adoção por casais de pessoas do mesmo
sexo, sem ser para os condenar”.
Apelo à
Conferência Episcopal Portuguesa
Conferência Episcopal Portuguesa
A Rumos Novos, que trabalha diariamente
no acompanhamento, oração e partilha com homossexuais católicos portugueses,
deseja que a Conferência Episcopal Portuguesa “saiba encontrar a melhor forma
de levar este importante documento a toda a igreja nacional para que
possa ser um verdadeiro documento de partilha”.
no acompanhamento, oração e partilha com homossexuais católicos portugueses,
deseja que a Conferência Episcopal Portuguesa “saiba encontrar a melhor forma
de levar este importante documento a toda a igreja nacional para que
possa ser um verdadeiro documento de partilha”.
“Fraternalmente desejamos que os
Bispos portugueses sejam autenticamente encorajados pela Conferência Episcopal
a realizarem esta ampla consulta dos leigos e sacerdotes”, afirmam,
acrescentando: “Se assim não for, teremos todos perdido uma grande
oportunidade de ouvir a voz do Espírito Santo a trabalhar na Igreja”.
Bispos portugueses sejam autenticamente encorajados pela Conferência Episcopal
a realizarem esta ampla consulta dos leigos e sacerdotes”, afirmam,
acrescentando: “Se assim não for, teremos todos perdido uma grande
oportunidade de ouvir a voz do Espírito Santo a trabalhar na Igreja”.
A Rumos Novos
encoraja “todos os fiéis, particularmente os fiéis homossexuais católicos,
a fazerem ouvir as suas opiniões”.
encoraja “todos os fiéis, particularmente os fiéis homossexuais católicos,
a fazerem ouvir as suas opiniões”.
Para a associação, é
chegado o momento de os homossexuais católicos agarrarem esta oportunidade e
“fazer, mais uma vez, sentir à hierarquia católica a necessidade” de
trabalhar pela inclusão dos homossexuais.
Fonte: Expresso
chegado o momento de os homossexuais católicos agarrarem esta oportunidade e
“fazer, mais uma vez, sentir à hierarquia católica a necessidade” de
trabalhar pela inclusão dos homossexuais.
Fonte: Expresso
