, , ,

A Rede conspiratória liderada por Dom Helder durante o Concílio Vaticano II


DESTAQUE

Dom
Helder respondeu sem hesitar: “Temos reservado Montini para suceder João
XXIII”.

O novo
modelo de reunião conciliar [Vaticano II] não lembrava em nada a Concílio
Vaticano I, mas sim o Concílio de Constança do século 15, que promulgou no seu
início a doutrina conciliarista, não reconhecida pelos Papas justamente por seu
caráter democrático, com sua tese de que é o Concílio, e não o Papa, a
autoridade suprema da Igreja.


Quem
passou a controlar os trabalhos foram os teólogos nomeados como especialistas
dos bispos. Eles não se limitavam a aconselhar, mas redigiam os textos dos
bispos.Entre esses peritos nomeados estavam os teólogos defensores da nova
teologia que defendia centenas de teses antitradicionais: Rahner, Schilebeeckx,
Lubac, Danielou, Congar, Haring, etc.

Suenens
ter-lhe-á perguntado [a D. Helder Câmara]: “toda a gente sabe que o senhor
é amigo de Montini; por que pensa em mim e não nele, para este diálogo e para a
liderança do Concílio? Ao que
Dom Helder respondeu sem hesitar: “Temos
reservado Montini para suceder João XXIII”.


O Cardeal
Suenens disse certa vez sobre Dom Helder: 
“este homem  desempenhou
um papel fundamental nos bastidores, embora nunca tenha tomado a palavra
durante as sessões conciliares”(Suenens, “Souvenirs et esperances”, p. 177)

*** * ***

A Rede conspiratória liderada por Dom Helder durante o Concílio Vaticano
II

Dom Helder líder da sociedade secreta “Igreja dos pobres” criada com o fim de comunizar a Igreja Católica

O
renomado historiador Roberto de Mattei , autor de “Concílio Vaticano II , uma
história nunca escrita” traz informações importantes sobre um rede
conspiratória que trabalhou pela eleição do Cardeal Montini ao Papado.

Essa rede
tinha como meta tornar Montini Papa da Igreja para controlá-la por dentro pondo-a  a serviço
da revolução e da modernidade.

Isso
ficou claro na medida em que desde o começo do CV II a ala modernista dos
bispos francos – alemães(nessa ala inclua-se a ala belga – holandesa) buscaram
frustrar os planos da cúria romana de controle dos temas e dos conteúdos
 que seriam discutidos no Concílio.

Para
frustrar tais planos o Cardeal Lienart , bispo de Lille , deu um golpe na
primeira sessão exigindo do Cardeal Tisserant que paralisasse o processo de
votação que iria decidir os membros das comissões.Lienart alegava que “é
impossível votar desta maneira sem conhecer os candidatos mais qualificados”
 ao
que Tisserant disse: 
“Eminência a ordem do dia não prevê
debates.Estamos reunidos apenas para votar”
.Insatisfeito com a resposta o
bispo de Lille tomou o microfone e tentou convencer a assembleia a não votar.Os
cardeais Konig ,Frings e Dopfner apoiaram Lienart e conseguiram levar a
assembléia a se dispersar.

O que
poderia parecer um fato espontâneo ou uma inspiração do Espírito Santo a Lienart
se tratou antes de uma conspiração secretamente montada no dia 13 de outubro de
1962 um dia antes do concílio começar no seminário Santa Clara , onde os
cardeais Garrone e Ancel tinham preparado um texto a ser lido por Lienart para
barrar os planos da cúria.

Ao sair
da aula conciliar um bispo holandês disse “foi nossa primeira vitória”. O
concílio começou com um ato conspiratório.

Em
conseqüência disso, uma nova forma organizativa foi criada: as conferencias
episcopais é que passariam a ter a responsabilidade pela condução do
concílio.Isso era um golpe: não seria mais Roma e o Papa que o conduziriam mas
as Igrejas nacionais.

Cardeal Suenens líder da ala modernista dentro do CV II e patrocinador da RCC

Isso
permitiu a articulação dos bispos da ala progressista européia com a CNBB e o
CELAM ambas lideradas por Dom Helder Câmara, arcebispo comunista.

O novo
modelo de reunião conciliar não lembrava em nada ao Concílio Vaticano I, mas
sim o Concílio de Constança do século 15, que promulgou no seu início a
doutrina conciliarista, não reconhecida pelos Papas justamente por seu caráter
democrático, com sua tese de que é o Concílio, e não o Papa, a autoridade
suprema da Igreja.

Quem
passou a controlar os trabalhos foram os teólogos nomeados como especialistas
dos bispos. Eles não se limitavam a aconselhar, mas redigiam os textos dos
bispos.Entre esses peritos nomeados estavam os teólogos defensores da nova
teologia que defendia centenas de teses antitradicionais: Rahner ,Schilebeeckx,
Lubac , Danielou , Congar , Haring, etc.

O maior
inimigo desses peritos era o Santo Ofício e a Cúria Romana, fontes das
condenações que pesavam sobre eles.Estes fizeram uma aliança com os bispos para
demolir o papel e o podersobretudo do Santo Ofício.Por isso afirmou Gerald
Fogarty em “L’ avvio del assemblea”  : “a colaboração entre
bispos e peritos permitiu arrebatar o Concílio ao controle de Ottaviani (Cardeal
líder do Santo Ofício)”.

Uma
afirmação de Dom Marcel Lefebvre na época deixa claro o drama da situação:
“os
nomes dos padres De Lubac e Congar são nomes que evocam, e com bons motivos,
oposição ao pensamento da Igreja e da Humani Generis de PIO XII.Como é possível
que estes teólogos de espírito modernista tenham sido nomeados ?”(Tromp ,
Diarium , p. 815).



Para
efetivar a vitória modernista na Igreja Dom Helder criou vários grupos secretos
para agir nos bastidores do CV II e junto deles uma rede conspiratória para
tomar o controle da Igreja através da eleição do Cardeal Montini :

“Câmara estabeleceu desde a primeira semana de trabalho uma intensa
cooperação com o cardeal Suenens que , na sua correspondência , designa pelo
nome cifrado de “padre Miguel”. O bispo brasileiro narra que… foi
ter… com Suenens para lhe pedir que liderasse a frente progressista , que
estava a organizar discretamente um grupo, posteriormente chamado de
“Ecuménico”… 
Suenens ter-lhe-á perguntado: “toda a gente sabe que o senhor é
amigo de Montini ; por que pensa em mim e não nele, para este diálogo e para a
liderança do Concílio? Ao que Dom Helder respondeu sem hesitar: “Temos
reservado Montini para suceder João XXIII”.


O
sacerdote belga François Houtart professor da Universidade de Lovaina
reconstituiu a rede de Dom Helder:

“a rede que Dom Helder tinha estabelecido …compreendia bispos não só
da América Latina , mas também de quase todos os países Europeus …da Bélgica
, dos Países baixos , da França , da Alemanha …E compreendia certo número de
Teólogos como Schilebeeckx , Congar , Lubac e Danielou”.

Dom Helder dirigia inclusive outros grupos semi-secretos como o “Opus
Angeli” e a “Igreja dos Pobres”.

O Cardeal
Suenens disse certa vez sobre Dom Helder: “este homem  desempenhou
um papel fundamental nos bastidores , embora nunca tenha tomado a palavra
durante as sessões conciliares”(Suenens,”Souvenirs et espérances, p. 177).

A aliança
dos bispos progressistas estava ligada ao CIDOC, aberto pelo padre Ivan Illich
com o apoio financeiro do cardeal Spellman de Nova Iorque e dos judeus.Foi o
CIDOC  que criou as estratégias de intervenção no Concílio utilizadas por
tais bispos.


Illich
escreveu em 1959 um artigo cujo título era: “ o clero em vias de
extinção”. Nele afirmava que “dessem as boas vindas ao desaparecimento dos aspectos
institucionais da Igreja”  augurando a redução do clero e sua
secularização com a redução definitiva de poder da Igreja.

O próximo
passo era dominar a Conferência Italiana de Bispos, a CEI, ainda muito
ultramontana(ou seja, muito defensora do poder do Papa e de Roma, logo de uma
Igreja monárquica e com forte autoridade).Para isso o cardeal Lercaro uniu os
Padres Dossetti, jurista e canonista ao Pe. Congar para criarem as estratégias
para mudar a mentalidade da CEI e ou impedir sua atuação ultramontana no
Concílio. O Pe. Dossetti ajudou os bispos progressistas a usar o direito
canônico para barrar as iniciativas dos bispos mais conservadores e Congar
forneceu-lhes assistência teológica ficando responsável por converter os bispos
italianos a idéia de COLEGIALIDADE.

Sobre
Congar, é interessante citar as anotações de seu diário que revelam os inimigos
da ala progressista e como Congar os qualificava: Monsenhor Pietro Parente
assessor do Santo Ofício: 
“o homem da condenação de Chenu, 
fascista, o monofisita”
, o PeTromp, secretário da comissão teológica:
 um temperamento fascista”, o futuro Cardeal Ciappi: “espírito
pobre e limitado, ultraprudente, ultracurial, ultrapapista”
, o Cardeal
Pizzardo 
“miserável, ultramedíocre, sem ponta de cultura, sem horizontes, sem humanidade” culpado por ter sido “um dos opositores de
 Montini (FUTURO PAPA PAULO VI), um daqueles que o fizeram sair de Roma”
.

A
frase  mais reveladora de Pe.Congar é a seguinte: “A congregação
dos estudos com o imbecil do Pizzardo, Staffa, Romeo é a típica concentração
de cretinos… o ultramontanismo é uma realidade… os colégios, as
universidades e as escola de Roma destilam-no em doses; e a dose mais alta
quase mortal é que se ministra atualmente na Lateranense … miserável eclesiologia
ultramontana… 
o meu
trabalho desagrada-lhes pois e eles sabem-no tem como objetivo por em
circulação idéias que desde há 400 anos mas sobretudo nos últimos 100 eles
procuraram eliminar por todas as formas”
– Congar, Diário, vol I p. 278 (comentário nosso: ele se refere as idéias condenadas
pelo Concílio de Trento e por PIO IX na Syllabus, Leão XIII na Libertas, PIO
X na Pascendi e PIO XII na Humani Generis)


A “Igreja dos pobres” foi fundada no pacto das catacumbas feito por bispos modernistas
Caros,
fica claro por esses testemunhos insuspeitos e bem confirmados pelas fontes
documentais que 
o CONCÍLIO VATICANO II FOI DOMINADO DESDE O INÍCIO POR
UMA CONSPIRAÇÃO MODERNISTA.

Fica
claro inclusive que PAULO VI FOI ELEITO PAPA GRAÇAS A ESSA REDE DE CONSPIRADORES.

E também
fica claro que essa 
ALA PROGRESSISTA (DE BISPOS E OS TEÓLOGOS), LIDERES
DA NOVA TEOLOGIA, TINHAM  UM MESMO OBJETIVO: REDUZIR O PODER DO PAPA.


Senhores,
depois de fatos tão estarrecedores só resta pedir a Deus que faça seu juízo vir
sobre estes inimigos da Igreja instalados dentro dela desde então.

Hoje são
os ensinos destes teólogos que são ministrados nos seminários, nas paróquias,
dioceses, até nas universidades romanas.


A ala
modernista venceu, mas não para sempre. Dia chegará em que Deus fará justiça aos
verdadeiros católicos que dentro da Igreja militam contra estes mestres do erro, contra os doutores da ciência de satanás!

Retirado de:
Concílio Vaticano II: uma História Nunca Escrita, Roberto De Mattei. Editora
caminhos romanos. Páginas 187 a 195.

Fonte: Catolicidade Tradicional