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1,4 milhões de pessoas marcham na França para defender o matrimônio e a família

PARIS, 25 Mar.
13 / 11:24 am (ACI).-
Aproximadamente um milhão e meio de franceses participaram ontem em La Manif
pour Tous (A Marcha para Todos) pelas principais ruas de Paris, exigindo ao
governo socialista de François Hollande que retire o nocivo projeto de lei que
promove o mal chamado “
matrimônio” homossexual e a adoção por parte destes casais.


Os porta-vozes das organizações participantes denunciaram que o projeto de lei
do regime socialista chamado “matrimônio para todos”, atenta contra a
realidade histórica da humanidade e nega o fundamento antropológico das
relações humanas.


“Criar uma filiação fictícia é fazer da criança um objeto”,
denunciaram, citados pela plataforma espanhola HazteOír, que se juntou à marcha
com uma delegação em Paris.


A Marcha para Todos denuncia toda forma de discriminação para com as pessoas
homossexuais, mas recorda com similar firmeza que a relação pai-mãe é uma lei
universal.


“O matrimônio civil, como instituição, existe precisamente para garantir
esta realidade. O Direito não pode reinventar os laços de filiação, que
fundamentam nossa sociedade e protegem à criança”, asseguraram.


Para os participantes, “o direito da criança (e não ‘o direito à criança’)
é algo superior que ultrapassa os pensamentos ideológicos aos que nos querem
acostumar”.


“Todos nascemos de um homem e de uma mulher!”, exclamaram desde a
tribuna principal da manifestação.


A Marcha Para Todos busca defender o matrimônio civil entre um homem e uma
mulher, ameaçado pela lei “Taubira”, que inclui a “procriação
medicamente assistida” (PMA) e a “gestação para outro” (GPA).


Os manifestantes, muitos deles jovens, apareceram com cachecóis com as cores da
bandeira francesa, assim como com cartazes e balões que reivindicavam a defesa
da infância, da 
família e do matrimônio entre um homem e uma mulher.


Em 13 de janeiro deste ano, em uma edição prévia da La Manif pour Tous, mais de
um milhão de pessoas marcharam em Paris com cartazes que diziam: “Os pais
e as mães às ruas descem e o matrimônio defendem”, “Pai e Mãe: Não há
nada melhor para uma criança”, “Todos nascemos de um homem e de uma
mulher”, “Nem progenitor A, nem progenitor B: Pai e Mãe!”.


Nessa marcha participou Nathalie de Williencourt, fundadora da organização gay
Homovox, uma das maiores da França, quem assegurou que “sou francesa, sou
homossexual, a maioria dos homossexuais não querem nem o matrimônio, nem a
adoção das 
crianças, sobretudo não queremos ser tratados do mesmo modo que os
heterossexuais porque somos diferentes, não queremos igualdade, mas sim
justiça”.

Fonte: acidigital 25/3/2013